nikko, dia 9
A 150 km a norte de Tokyo encontra-se a zona de Nikko. “Nunca digas que viste o que é belo se não foste a Nikko”, reza o slogan turístico e ao qual não ousámos discordar. São necessários apanhar 2 comboios para chegar a esta belíssima região montanhosa e perdemos, ou neste caso ganhámos, 2 horas para cada lado em transferes.
Faz frio em Nikko e assim que chegámos não nos demorámos a vestir os casacos. Existem imensas atracões para visitar nesta zona e pelo que nos foi possível decifrar da conversa com a moça das informações turísticas da região (coitada da moça que até suou para se conseguir fazer entender), o ideal é aqui passar 3 dias efectuando diversos passeios pelas montanhas e contemplar, com a devida serenidade que o momento exige, os jardins botânicos, os museus, as lagoas e cascatas, o parque natural em si e os mausoléus-santuários mais esplendorosos e imponentes do Japão.
Mas como o tempo é dinheiro e este, infelizmente, não abunda em carteira portuguesa (na nossa, pelo menos), tivemos que nos render às evidências e dispor de apenas 5 horas para visitar a nossa versão compacta de Nikko. E com o mapa uma das mãos e umas indicações atabalhoadas num inglês sofrível na outra, lá nos fizemos ao caminho para conhecer os marcos mais importantes.
A meia hora de caminho desde a estação de comboios até à ponte Shinkyo, por entre as inúmeras lojas de artesanato e restaurantes japoneses, fez-nos suar em catadupa mas o deslumbramento da ponte em madeira pintada de vermelho que atravessa o rio Daiya e que inicia o magnífico passeio até aos templos, alentou-nos a alma e prosseguímos caminho.

Já no santuário Tosho-gu encontrámos a famosa escultura dos 3 macacos, o estábulo sagrado, e outras assombrosas decorações do templo, ornamentadas por fabulosas esculturas coloridas de samurais, flores, dragões e animais. Visitámos também o templo Rinno-ji e o santuário Futara-san que fizeram as nossas delícias.Acabámos o dia a comprar uns quimonos japoneses, numa das inúmeras lojinhas de artesanato de Nikko, e foi com radiosa alegria que regressámos a Tokyo para encerrar mais um dia de um sonho tornado realidade.

2 comentários:
Florença!!!!!
Mas que filme tornado realidade que pode desfrutar por terras de sol nascente, e que frutos que podesteis colher...
A última fotografia mostra recipientes de sakê que ficam nos santuários para purificação. Santa bebedeira...
As pontes japonesas são tão simples mas ao mesmo tempo muito apelativas. A simplicidade japonesa é também o pragmatismo do "faz isso simples porque vai mesmo tudo abaixo no próximo tremor de terra".
Claro que existem preceitos com fundamentos mais filosóficos, pensando num templo em Nara que de 20 em 20 anos é destruído e depois fielmente reconstruído.
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